Joao Paulo S S

    Joao Paulo S S

    Rio de Janeiro (RJ)
    2seguidores8seguindo
    Entrar em contato

    Comentários

    (4)
    Joao Paulo S S
    Joao Paulo S S
    Comentário · há 5 anos
    Prezado Milton, sua visão é muito pertinente e os comentários quanto a "muitos pais..." demonstram como essa questão é tratada com base no pré-conceito (escrito assim para ressaltar o significado da palavra) de que os filhos deverão sempre ficar sobre a guarda da mãe pois os pais são figuras menos importante no desenvolvimento das crianças e adolescentes.
    Suas indagações são muito bem apresentadas e digo isso como alguém que sofre na pelé esse tipo de restrição injusta e preconceituosa mesmo não me enquadrando nessa hipótese de pai que "não quer saber dos filhos".
    Mas também assisto à minha filha ser deixada com a avó materna enquanto a mãe vai à balada já que segundo as justificativas da mãe "sua filha não está acostumada a dormir com você" ou mesmo que "ela vai ficar melhor com a avó do que com você". É absurdo e revoltante, mas é avalizado pela dita justiça.
    Imaginem quantos pais que "amam e se importam com seus filhos" evitam a separação - mesmo que essa seja imperiosa - apenas para não serem submetidos ao distanciamento de seus filhos e a perda da influência na criação dos menores, ou mesmo para não tê-los exposto à influência de outra pessoa que, pouco mais de 03 meses após a separção dos pais, passa a conviver intimamente com o menor.
    Não foi o meu caso, pois consegui vencer esse medo, embora sofra na pelé o alto preço de ter de ver minha filha só nas horas marcadas como se você um parente distante em visita eventual.
    Como bem descrito no comentário, ainda impera a injusta presunção de que só as mães devem exercer a guarda unilateral, e algumas se valem dessa abordagem para tirar meramente proveito financeiro, transformando o ex-marido em um verdadeiro fundo previdenciário (mas aqui não generalizo, apenas exponho a existência da prática, pois toda generalização é prejudicial em qualquer caso).
    Num período em que impera a discussão entre a igualdade material entre homens e mulheres, precisamos arejar o discurso também no que se refere a todos os aspectos do direito de família.
    Homens e mulheres tem de ser iguais perante os filhos no que se refere à convivência, sustento, educação, amor.
    Não posso presumir que esse era o caso sob análise, mas pode ser utilizado para reflexão.
    Espero que um nova abordagem da guarda compartilhada traga um pouco mais de luz a essa injustiça de tantos anos.
    A análise tem de se dar caso a caso, como é imperioso à justiça realizar, e não com base em revanchismos ou em presunções como ocorre atualmente.
    Se a mãe não pode estar junto do filho naquele instante é dever (e tb direito) do pai se fazer presente. Talvez nesse caso, a tragédia fosse evitada. Ninguém saberá.
    Quanto a este caso trágico, é muito triste como tudo aconteceu, e entendo que estes pais estão sofrendo terrivelmente.

    Perfis que segue

    (8)
    Carregando

    Seguidores

    (2)
    Carregando

    Tópicos de interesse

    (4)
    Carregando
    Novo no Jusbrasil?
    Ative gratuitamente seu perfil e junte-se a pessoas que querem entender seus direitos e deveres

    Outros perfis como Joao

    Carregando

    Joao Paulo S S

    Entrar em contato